domingo, 2 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 5 - Medo

"Liberdade. Essa palavra ainda soava estranha e assustadora em minha mente, mas no meu coração, ela já soava como extremamente encantadora e hipnotizadora. Fui interrompida pelo som da chuva. Corri. A chuva estava por todo o lado. Não parava nunca. Tinha que encontrar um lugar para me abrigar na Dark Forest. Meus pensamentos tomaram conta do meu corpo enquanto eu corria. Agora eu me sentia imponente, sentia que era uma nova pessoa, sentia que não tinha medo de nada. Nada poderia me impedir de ter uma nova vida. Simplesmente nada.
Sou interrompida de novo pela chuva. Prometo me concentrar no meu objetivo para mim mesma.
Comecei a procurar. Nenhuma árvore oca. Apenas árvores gigantes e imponentes que pareciam que iam me esmagar. Calma, nem é tão ruim assim. Vou achar uma árvore, nem que eu morra de tanto andar, nem que eu me desespere, mas vou achar.
A chuva que parecia eterna para.
Começo a ficar seca. "

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"Tudo era mais bonito, assim, na Dark Forest. Percebi a exuberância que tanto rejeitei por conta de um medo ridículo, pensando que eu ia morrer em uma Floresta tão inofensiva e inocente como aquela.
Continuo andando.
Piso em folhas secas e molhadas, abandonadas empoeiradas pelo tempo, assim como eu.
Mas elas serviriam, pois se transformariam em material orgânico e ajudariam o solo e outras plantas. Assim  como eu. Eu vou ajudar as pessoas, de certa forma, aquelas que forem realmente honestas. Aquelas que não são falsas. Aquelas que merecem. Só não sei como vou ajudá - las. Mas só sei que vou.
Aquelas folhas me transmitiam uma sensação de paz eterna, pois faziam um barulho que me acalmava.
Ouço um barulho peculiar.
Um rosnado.
Ignoro. Só pode ser minha mente que está fazendo este tipo de brincadeira comigo. Mas fico alerta.
Outro rosnado.
Minha mente funciona. Meu coração dispara. Estou alerta. É este o meu fim. Vou morrer. Quero viver.
Um terceiro rosnado ecoa pelos meus ouvidos e meu corpo se arrepia.
Pego uma faca que trouxe comigo pra me defender.
Coloco - a em uma posição que facilitará meu ataque contra algo que nem faço ideia do que realmente é. Minhas mãos estão trêmulas. Minhas pernas estão completamente inúteis, pois estão bambas.
Olho para trás.
Nada interessante entra no meu campo de visão.
O quarto rosnado.
Estremeço.
Olhos azuis aparecem no escuro. Olhos de lobo. Olhos perigosos.
Meu fim."

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