domingo, 30 de dezembro de 2012

Pensando bem...

Pensando bem... A vida não é um completo desperdício, se você aproveitar bem, é claro. Mas eu não falo no sentido de você fazer loucuras por aí ou comprar coisas inúteis de forma exagerada e extravagante. Eu estou falando no sentido de você conhecer novas coisas, aproveitar e cuidar da sua mente, pensar no que podemos fazer de melhor para as outras pessoas que sempre tiveram cuidado e atenção conosco. Digamos, às vezes, devemos ser altruístas de vez em quando, sabe? Mas com aquelas pessoas que realmente merecem a nossa atenção, não pessoas que são falsas a ponto de não falar mais conosco em um dia e fingir que está tudo bem no outro. O mundo, realmente está poluído, de uma certa forma, de pessoas más e invejosas. Mas vamos admitir, às vezes essas pessoas más elas tiveram angústias, tiveram um passado ruim, foram maltratadas, tiveram um trauma, etc... Digamos, o passado muda completamente o futuro, e isso vale para a vida de qualquer um. Por isso, nunca seja uma pessoa que menospreza pessoas boas, pois essas pessoas poderão se revoltar, tendo sede por vingança, e aí você verá os resultados das suas ações.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 9 - Explicações

Olá pessoal! Bem, gostaria de desejar um feliz natal para vocês e gostaria de falar que "Dependentes" só deu uma pausa por conta da minha falta de inspiração, que só foi embora agora 
(ainda bem!). Bem, gente, espero que gostem desse capítulo, e ah, acho que vocês vão gostar do Peddenki, eu só acho.. Bem, eu já falei demais, então, tchau!
                                                           =================
"Peddenki...
Peddenki...
Peddenki...
Seu nome soava em meus ouvidos de uma forma extremamente complexa... De uma forma extremamente aterrorizadora...  De uma forma extremamente estranha... De uma forma extremamente encantadora...
Pensava nisso enquanto Peddenki ainda mantinha nossos rostos bem próximos, e senti uma onda de calor nos envolver, de forma rápida, como se quisesse que alguma coisa acontecesse entre nós. Acho que ele também sentiu, e prontamente se afastou.
Fiquei olhando para o chão, sem me atrever nem a falar nem a olhar para sua direção. Fiquei nesse estado por um tempo, pasma. Com aquele acontecimento, eu provavelmente poderia mostrar que havia perdido. Eu podia mostrar que minha derrota estava presente naquele mesmo momento, e senti como se alguém tivesse esmurrado o meu corpo milhares de vezes. Era como se eu tivesse levado um baque e milhares de pessoas estivessem zombando da minha situação. Era como se eu tivesse perdido uma batalha que definiria a vida de várias pessoas...
Eu perdi...
De forma tão infantil...
E teria que aceitar...
Não, não, não!!!!!!!!!!!!
Nunca! Nunca vou aceitar isso! Vou batalhar para vencê - lo até a minha morte! E assim, terei a minha honra de volta! Muahhahahahahahaah, sim, eu terei minha honra de volta! E assim, você será um perdedor, Peddenki!
Mas, enquanto isso, eu deverei ter paciência e deverei aprofundar o meu plano...
Fechei meus olhos enquanto pensava nisso, agora eu só queria pensar calmamente... Mas fui interrompida e tirada de meus pensamentos pela voz mais suave e perigosa que já ouvi na minha vida:
 - Então, você é Shadinsk? - Falou, em tom de enorme curiosidade.
Ergui minha cabeça, e olhei fixamente para o seu rosto, que era uma mistura de curiosidade e dúvida, ao mesmo tempo. Seus olhos encantadores brilhavam, e estavam semelhantes a água da chuva, inocentes e límpidos.
  - Sou. Como você sabe o meu nome?
 - Não lhe interessa, apenas esqueça como sei o seu suposto "nome". Mudando de assunto, você sabe por acaso o por quê de você estar aqui?
Humpf, que insolente, como se eu soubesse de alguma coisa que envolvesse ele...
 - Não, não sei de nada, só gostaria de saber, Peddenki. - Respondi em tom frio.
 - Calma, apressada. Você está agindo pelas emoções... Eu não vou fazer nada de mal com você, confie em mim. - Disse, em um tom calmo, que eu quase acreditei. Quase, não significa que eu acreditei.
 - Como poderia acreditar em você, hein? Você quer fazer o quê comigo? Provavelmente, você pode ser uma criatura mítica, e pode me matar nesse instante. Você pode achar que sou perigosa, e pode mandar me torturar e me executar, ouvindo meus lamúrios em meio à dor... Ou seja, como confiaria em você? - Disse, falsamente, atuando como uma atriz de teatro, por mais que nunca tenha visto alguma peça ou alguma atriz alguma vez na vida.
 - Atua bem mesmo, não é Shadinsk? Mas olha, eu acho que não vou precisar disso para caçar com você... Acho que você entendeu o que eu quis dizer, não é mesmo? - Disse, olhando fixamente para mim, de forma que parecia que ele estava me examinando a todo tempo.
Fiquei processando a informação em meu cérebro durante um tempo. Peddenki queria que eu me tornasse uma caçadora? Era isso? Incrível. Ele queria que eu caçasse seres míticos com ele. E eu pensando que ele queria me matar ou algo do tipo... Mas, mesmo assim, acho que não vou perdoar o fato dele conseguir me vencer, mas não vou mesmo... Bem, se eu me tornar uma caçadora, poderei ajudar o mundo, de certa forma, e assim, me tornar uma grade caçadora, podendo ultrapassar até mesmo Peddenki! Sim, eu ajudarei o mundo, e punirei todo aquele ser mágico que fizer mal ao ser humano! Estou tão entusiasmada que esqueço que tenho que responder para Peddenki se quero ou não... E finalmente respondo, tentando não demonstrar muita emoção:
 - Sim, mas só gostaria que você me respondesse uma pergunta: Você mandou Loser para fazer um teste comigo, não foi?
 - Foi, claro. Bem, há um tempo eu trabalho com Loser para ela servir de isca, digamos. É só um teste para eu mesmo ver se alguém é mesmo capacitado para ser Caçador, e já há muito tempo eu trabalho sozinho caçando seres míticos, por conta da falta de pessoas capacitadas para esse tipo de coisa.
 - Espera... Mas Loser não estaria, digamos, "traindo" os seres míticos lhe ajudando?
 - Claro que não, ela não está traindo de forma alguma, se olharmos de certo ponto...
Ela estava traindo sim, eu sei disso, Peddenki.
 - Mas, por que ela trabalha com você?
 - Olha, Shadinsk, há coisas que não conseguem ser explicadas... Como por exemplo, eu, um Caçador, ser amigo de uma lobisomem - fêmea.
 - Isso é verdade - Disse Loser, e nem percebi que ela estava lá, de tanto tempo que ficou calada em seu silêncio interno.
 - Posso te perguntar uma coisa Loser?
 - Claro, Shadinsk. - Disse, gentilmente.
 - O que acontece se você ataca alguém e essa pessoa não se defende?
 - Eu corro por aí, pois já sei que essa pessoa não é capacitada.
 - Ah...
 Nós três ficamos em silêncio por um intervalo de tempo. Esse silêncio fora interrompido por Peddenki, que com certeza não estava mais com paciência para esse silêncio que não acabava nunca.
 - Bom, Shadinsk, como você vai trabalhar comigo, acho que vai ter que descansar aqui, não é verdade?
 - É. - Disse, em tom um pouco desanimado. Bem, é melhor que nada, não é verdade?
 - Está bem. Eu vou lhe indicar o seu quarto. Além do mais, você parece estar bem cansada... E com bastante fome... Bem, vou mostrar onde é o seu quarto e logo depois vou lhe dar água e comida, está bem?
 - Tudo bem."


domingo, 23 de dezembro de 2012

Músicas que eu estou ouvindo! :)

Olá pessoal! Hoje, vou fazer uma lista da música que eu estou ouvindo, ok? Beijos, Nyquest :)
Espero que gostem!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 8 - Peddenki

"Me acompanhe... Humpf, isso é lá resposta que se diga? Ah, essa garota me deve satisfações... Decidi perguntar de novo para onde estávamos indo, pois eu acho que a gente andou tanto que devemos estar perdidas. Tomo fôlego, e pergunto de novo:
 - Para onde estamos indo, Loser?
 Ela se virou e me olhou com os olhos arregalados, parecendo que iam sair de seu rosto (desculpe pela comparação tão perturbadora, mas foi a única que consegui encontrar para descrever os olhos de Loser)
Bem, ela ficou parada, em estado de choque, digamos, por mais ou menos 2 minutos. Decidi quebrar aquele estado dela perguntando:
 - Loser? O que aconteceu?
 - Vo - vo - você me chamou de Loser... - Disse, com a voz trêmula, aterrorizada.
Bem, esse era o nome dela afinal. Do que ia chamá - la? Lobisomem - fêmea que me atacou?
 - Mas, esse é seu nome, não é verdade?
 - É, é... Mas, você foi a única pessoa que não disse meu nome de uma forma hostil, bruta...
Bem, por mais que eu fosse fria, aquilo era de partir o coração...
Ela gaguejou mais uma frase:
 - A - a - além de Peddenki... - Seus olhos brilharam quando seus lábios pronunciaram a nome "Peddenki".
Foi aí que minha mente começou a funcionar como nunca. Afinal, "Peddenki' era nome de homem, e esse homem poderia ser algum amigo, ou algo do tipo, de Loser, e provavelmente pode ter pedido para ela me buscar, e aconteceu isso tudo, e ela provavelmente só fez o que ele mandou por conta da sua paixão por ele. Aha! Consegui! Agora tenho uma hipótese sobre quem pode estar por trás disto! Mas o que provavelmente Peddenki deseja fazer comigo? Me matar? E se ele for alguma criatura como Loser? O que farei? E se eu morrer? Espera, eu não vou morrer. Acame - se Snow, acame - se. Você não vai morrer, ninguém poderá matar você, ninguém poderá te enganar.
Tento me acalmar e penso em algo que posso fazer para ter mais pistas para provar que minha dedução está certa, então pergunto para Loser, de forma educada:
 - Loser, quem é Peddenki?
Ela me olha pasma, e começa a respirar rapidamente.
 - Loser, quem é Peddenki? Por favor, Loser, me diga...
Ela me olha fixamente, sem estar mais vulnerável às suas emoções e me fala em tom ríspido:
 - Ninguém, não te interessa.
 - Por favor, Loser... Me diga...
 - Não.
Essa garota tá afim de uma briga, não é? Mas eu vou me controlar, não posso sair do controle, só posso usar minha mente, e não minhas emoções.
 - Loser, me escuta. Você pode me dizer pelo menos no que esse cara tá envolvido?
 Ela respira fundo, e me fala:
 - Ele está envolvido com você.
Claro que ele está envolvido comigo, claro. Porque ele foi quem mandou Loser me buscar. Xeque - Mate, Eu venci Peddenki.
 - Hum, como assim, Loser? Eu nem conheço esse homem...
 - De certa forma sim, de certa forma não. Ah, e ele não é um homem. É só um rapaz de 17 anos.
 Espera, esse cara tem quase a minha idade?
 - Um minuto, Loser, só uma pergunta, quantos anos você tem?
 - 16.
 16 anos? Isso era inacreditável! Eu podia jurar que ela era mais nova do que eu,  pois ela tem uma aparência de uma garota de, sei lá, 13 anos. Como ela podia parecer tão nova?
 - Loser? Você tem 16 anos? Como você tem 16 anos? Você parece ser bem mais nova...
Ela me olha, um pouco irritada por conta das minhas perguntas, e me fala:
 - Bem, isso é uma longa história, sabe? Fonte das Fadas, Paraíso das Borboletas, Mundo da Beleza Eterna, etc...
 - Espera, você tá de brincadeira comigo, né? Como seria possível existir esses lugares?
 Ela pensa um pouco consigo mesma, e depois responde:
 - Da mesma forma que eu posso existir. Existem vários seres míticos, entretanto, muitos foram extintos, digamos assim, por conta dos "Caçadores"
Caçadores? Isto está ficando mais interessante...
 - Bem, eu posso contar isso enquanto andamos, vamos?
 - Está bem."
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" Nós andamos muito. Mas Loser não parecia cansada, parecia bem disposta, na verdade.
Loser me contou muitas coisas interessantes sobre os lendários "Caçadores". Ela me contou que esses caçadores caçam seres míticos de diversas espécies, quando eles os desobedecem, de certa forma, como por exemplo, matando os humanos, fazendo mal aos humanos, etc...
 Mas quando as criaturas obedecem, e não fazem nenhum mal aos seres humanos, eles deixam as criaturas míticas em paz.
Bem, isso foi o que Loser me contou, além das criaturas que vivem no "Mundo das Criaturas" ( nome bem criativo, não é verdade?).
Finalmente, Loser falou:
 - Chegamos.
Era um canto esquisito ( que provavelmente Peddenki devia morar lá, e devia ser seu esconderijo, digamos, só não sei porquê ele se esconderia)
O lugar era um tipo de gruta de mais ou menos um metro e oitenta e cinco de altura, era um lugar bastante frio ( não exija explicações, pois não faço ideia de como uma gruta poderia ser tão fria), e lá era rodeado por plantas exóticas, e, em sua maioria, roxas, lilases e azuis.
Aquelas plantas encantavam, de tão bonitas que eram...
Loser me acordou do encantamento e disse:
 - Vamos entrar. Ah, cuidado com essas plantas, elas são "Phlotesias", e são extremamente perigosas, pois podem matar graças ao seu poder de encantar os humanos. Digamos, eu não me encanto, mas isso foi uma prevenção que o Peddenki fez, sabe?
Olhei rapidamente para Loser e percebi que ela tinha falado mais do que devia, e dei um sorriso, indicando que ela ão devia ter falado aquilo.
 - Ops, acho que falei demais...
 - Esquece.
 - Está bem. Agora, vamos entrar? Quer ajuda?
Respondi que "sim" som um aceno de cabeça, e ela estendeu sua mão, e prontamente, juntei à minha segurando - a.
 - Vamos?
 - Vamos. - Respondi.
Nós entramos na gruta, que era escura como o breu, e ela gritou:
 - PEDDENKIIIIIIIIIIIIIII!
 Rapidamente, várias luzes apareceram. Logo percebi que eram criaturas que estavam fazendo essa luz aparecer. Criaturas minúsculas. Fadas.
 - Não é bonito, Shadinsk?
 - É, é lindo... - Disse, encantada com as luzes.
Realmente era, não posso mentir. As criaturas iluminavam alegremente o local, fazendo com que tudo se revelasse aos poucos. A gruta era bem simples por dentro, e posso dizer que era até bonita, pois tinham plantas por todos os lados, mas organizadas em seus devidos lugares. As fadas dançavam no ar, e aos poucos, foram repousando em algum tipo de "jarro" ou algo do tipo que havia no teto, digamos. Aos poucos, surgiu uma silhueta, em pé. Seu corpo foi se revelando, e finalmente pude ver que era um garoto de exatamente 17 anos. Seu rosto foi revelado em meio à "luz" que fora implantada no teto da gruta. Era Peddenki. Ele era lindo. Nunca imaginei que ele fosse tão bonito assim. Nunca vi um garoto tão bonito assim. Para dizer a verdade, ele eras deslumbrante, de certa forma. Mas suas roupas eram simples, como apenas uma blusa, um casaco e uma calça. Seus cabelos, eram pretos como a noite, e eram um pouco bagunçados e um pouco grande. Seus olhos, eram de uma cor parecida com a cor dos olhos de Loser, só que bem mais claro, quase cinza - azulado, digamos. Ele era um pouco forte, mas ainda era magro. Sua cor era de um branco intenso, assim como as nuvens de algodão no céu.
Fiquei encantada, e paralisada ao mesmo tempo.
Ele andou alguns passos adiante, chegou bem perto de mim, nosso rostos quase colados, e disse em meu ouvido:
 - Eu sou Peddenki.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 7 - Loser

"Depois desta luta terrível, fui tentar achar alguma árvore oca, e estava quase desistindo, pois eu não encontrava nenhuma. Andei mais alguns passos, e foi quando finalmente encontrei uma árvore oca ideal e até com um aspecto aconchegante para passar aquela noite.
Fui conferir se havia algum animal nela.
Ótimo. Melhor Assim.
Entrei no espaço do buraco da árvore e fiquei aninhada lá. Até que era confortável. Aos poucos, fui adormecendo, e em pouco tempo, já estava inconsciente."
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"Acordei. Meus, olhos ainda estão se ajustando à forte luz do Sol presente. Percebo que ainda é cedo, o Sol ainda está nascendo, mas sua luz está atingindo meus olhos fortemente.
Saí da árvore, ainda espreguiçando - me, fui pensar o que teria de fazer hoje, que seria algo como buscar frutas e arranjar um novo lugar para ficar, pois não podia me arriscar e ser atacada por alguma criatura que provavelmente poderia estar esperando sua presa ficar mais tempo em um só lugar, onde ficaria mais fácil. Estava um pouco frio, então provavelmente teria de usar o meu casaco antigo.
Retirei o casaco da cesta, vesti aquele velho casaco cinza que ficava um pouco grande em mim, e levei a minha cesta.
Andei, e percebi como a Dark Forest poderia ter outro nome, como Light Forest, já que as suas plantas mostravam uma exuberância completamente angelical de manhã. Andei mais, e vi algumas frutas, bem diferentes das que eu colhia quando vivia com meu pai. Frutas exóticas, e que provavelmente eu sabia o nome. Encontrei uma fruta pequena, que devia se chamar Morango. Provei um morango e vi o quanto aquele gosto adocicado me encantava. Colhi muitos morangos,provavelmente todos, já que eu não vi mais nenhum. Encontrei vários tipos de frutas, e colhi uma quantidade elevada de cada fruta.
Agora, tinha de procurar algum lago, algum rio, para encher o meu cantil com água, pois já estava com sede.
Encontrei um lago, que parecia limpo, e enchi todo o meu cantil com água. Bebi um pouco e enchi mais.
Continuei andando tranquilamente.
Foi quando ouvi um barulho.
Um barulho que parecia de passos.
Passos.
Tem alguém me seguindo."
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"Me viro. Procuro por entre as plantas do meu lado direito (o barulho provavelmente estava vindo do lado direito), e vejo um vulto. Tem o meu tamanho.
Olho mais.
Consigo encontrar a pessoa que provavelmente estaria me seguindo.
É uma garota.
Loira, eu acho. Estranha
Ela olha para mim com olhos arregalados e corre como uma louca.
Eu corro atrás dela. Solto a minha cesta. Meus cabelos ficam cheios de folhas.
Sinto adrenalina em minhas veias.
A garota corre.  Nunca vi uma pessoa para correr tanto.
Quando menos espero, a garota pára.
Por que ela parou?
Provavelmente, ela pode vir me atacar, é o que eu penso. É uma hipótese bem louvável neste caso.
Encaro - a.
Ela está com roupas esfarrapadas, mais esfarrapadas que as minhas.Seu corpo é magro, provavelmente, por conta de algum tempo com fome. Seus cabelos cobrem - lhe o rosto como um campo de trigo. Seu cabelo tem uma cor bem diferente, um loiro, hum, exótico, digamos. Seus olhos são do azul mais vivaz que já vi, angelicais, diferentes, azuis como o céu.
Olhos.
Olhos.
Azuis.
Minha mente começa a funcionar rapidamente. É uma loba, é isso. Ela é o lobisomem que me atacou. Uma lobisomem fêmea, não é? Interessante...
Encaro - a por mais algum tempo.
Corro atrás dela.
Ela vem me atacar.
Eu vou ao seu encontro e ataco - a o mais rápido possível com um soco em sua barriga.
Ela parece não sentir dor, e, rapidamente, dá um soco em meu rosto que me deixa atordoada e dá um chute em minha barriga.
Caio no chão.
Eu me levanto rapidamente, e dou outro soco , dessa vez, em seu rosto.
Ela pega meu pescoço e começa a me enforcar.
Levanto maus braços para enforcá - la debilmente, pois não consigo fazer nada.
Quando quase estou a ponto de morrer, ela me solta e caio no chão.
Tento recuperar oxigênio aos poucos.
Ela rosna para mim.
Recupero - me.
Levanto - me aos poucos, cambaleio para trás, e vou para perto daquela selvagem.
Vou em sua direção.
Ela se afasta, como se eu fosse atacá - la.
Como eu poderia atacá - la, se estou nessas condições?
Tive vontade de rir, mas me contive.
Essa não seria uma boa hora para rir, não é verdade? Um clima de tensão estava nos assolando, e rir neste momento me tornaria ridícula.
Decido falar com ela:
 - Qual é seu nome? - Falo em um tom normal, não quero piorar as coisas.
 - Loser. - Ela me responde em um tom frio, mas ao mesmo tempo, emotivo. Sua voz era um pouco fina, mas um pouco grossa, ao mesmo tempo.
 - Hum, Loser? Perdedora?
 - Não é meu nome verdadeiro, se você ainda não percebeu.
 - Está bem, não quero discutir com você, nem ao menos lutar. Só quero fazer uma pergunta, está bem?
Ela me olha um pouco tenebrosa, temendo o que eu iria perguntar, mas finalmente fala:
 - Está bem, mas só se você disser, pelo menos, o seu nome.
Eu não iria confiar nela, e daria um nome falso, claro. Pensei um pouco em um nome e finalmente disse:
 - Meu nome é Shadinsk.
 - É falso, não é? Mas ao menos me importo. Então, qual é a pergunta?
 - Você é uma lobisomem - fêmea, não é?
 Ela encara o meu rosto fixamente, e responde:
 - Sou.
 - Então por que me atacou ontem? O que eu te fiz de mal?
Ela pensou um pouco, e disse:
 - Não posso te responder.
 - Espera, você me ataca e não pode responder o motivo? Mas que coisa ridícula...
 - Se você quer a verdade, me acompanhe até onde vou, está bem?
 - Espera, mas para onde vamos? - Respondo, incrédula.
 - Me acompanhe.






sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 6 - Lobo

" Meu Deus, o que eu faço agora?
Podem ser, estes olhos angelicais e perigosos, que não param de me olhar, um fruto da minha mente fértil? Será?
Ou pode ser a mais pura verdade?
Oh não.
Meus pesadelos.
Será que eles podem ter sido um tipo de "sinal"? Não pode ser. Só pode ser mentira. Claro, não tem nada a ver, aqueles pesadelos eram apenas pesadelos. Nada mais. Além do mais, eu não sou um tipo de pessoa "rara".
 O que faço agora?
Espere, acho que posso ver uma solução.
Vou provocar este lobo. E já sei como vou provocá - lo."
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Um minuto. Dois. Três, Quatro. Cinco.
Cinco minutos se passam.
Os olhos brilhantes e azuis sumiram.
Onde está este maldito lobo?
Meu coração está nas minhas mãos. Estou respirando rapidamente, atenta à qualquer movimento.
Olho para trás.
Nada, só um emaranhado de folhas exóticas típicas da Dark Forest.
O lobo não está mais rosnando. Ainda bem. Não aguentaria ouvir de novo outro rosnado. O rosnado deste lobo provoca uma dor imensa em meus tímpanos. Faz com que eu tenha milhares de calafrios.
O silêncio é interrompido.
Outro rosnado.
É agora.
Falo como lobo, é a única solução.
 - Lobo, onde estás? Gostaria muito de te conhecer... Onde estás?
 A criatura rosna ferozmente e vorazmente. Seus olhos azuis brilham como nunca, em um tom um pouco amarelado, encantador. A criatura não é um lobo comum. É um lobisomem. Seu corpo é extremamente forte e peludo, seus dentes parecem lâminas, seu corpo é enorme.
Solto um grito de terror dentro de mim.
Meu Deus, o que será de mim?"
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" A criatura está rosnando. Estou completamente perplexa. Nunca imaginei que veria algo que só ouvira em antigas lendas. Mas está criatura é real. Este momento é real. Queria ser neste momento um ser inanimado. Não queria ver essa cena. Não queria ver esta criatura.
Meus pensamentos sobre ser um ser inanimado desaparecem quando escuto um terrível rosnado. Bem pior do que ouvira anteriormente.
Um rosnado de ataque.
Corro, é o melhor que posso fazer.
A criatura corre atrás de mim.
Ouso olhar para trás, e vejo que a criatura está bem perto de mim. Ela corre com toda a velocidade, e está bem próxima de mim.
A faca.
Esqueci que estava com ela em minha mão.
Paro.
A criatura me ataca.
Pula sobre meu corpo e quase esmaga - o.
Sinto que vou morrer neste momento, sinto que vou dar meu último suspiro agora mesmo.
Mas não sem minha vingança.
Quando a criatura ia me morder, enfio a faca em seu ombro. Rasgo a pele de seu braço com toda a minha força.
A criatura solta um uivo de dor. Levanta - se de meu corpo e vai embora pela floresta.
Levanto - me, com muito esforço, e consigo ver que a criatura se afastou bastante.
Não acredito até agora no que aconteceu. Eu acabei de me defender de um lobisomem!
Estou me sentindo tão imponente que nem sei como explicar este momento.
Eu, Snow, venci."


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Músicas que eu recomendo #1

Olá pessoal! Estou morta de saudades de vocês e decidi que ia fazer uma postagem com músicas que eu amo! Espero que gostem!

Nightmare - The World
Ok gente, quem lembra da primeiríssima abertura de DN? Sinceramente, essa é uma das músicas que eu amo mesmo *.*

Nightmare - Alumina
Essa música eu também gosto muito, e também foi um dos encerramentos de DN

Paramore - Only Exception




L Theme

Ok gente, isso não é necessariamente uma música para você ouvir, mas mesmo assim é interessante :)
Espero que tenham gostado!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dependentes - Capítulo 5 - Medo

"Liberdade. Essa palavra ainda soava estranha e assustadora em minha mente, mas no meu coração, ela já soava como extremamente encantadora e hipnotizadora. Fui interrompida pelo som da chuva. Corri. A chuva estava por todo o lado. Não parava nunca. Tinha que encontrar um lugar para me abrigar na Dark Forest. Meus pensamentos tomaram conta do meu corpo enquanto eu corria. Agora eu me sentia imponente, sentia que era uma nova pessoa, sentia que não tinha medo de nada. Nada poderia me impedir de ter uma nova vida. Simplesmente nada.
Sou interrompida de novo pela chuva. Prometo me concentrar no meu objetivo para mim mesma.
Comecei a procurar. Nenhuma árvore oca. Apenas árvores gigantes e imponentes que pareciam que iam me esmagar. Calma, nem é tão ruim assim. Vou achar uma árvore, nem que eu morra de tanto andar, nem que eu me desespere, mas vou achar.
A chuva que parecia eterna para.
Começo a ficar seca. "

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"Tudo era mais bonito, assim, na Dark Forest. Percebi a exuberância que tanto rejeitei por conta de um medo ridículo, pensando que eu ia morrer em uma Floresta tão inofensiva e inocente como aquela.
Continuo andando.
Piso em folhas secas e molhadas, abandonadas empoeiradas pelo tempo, assim como eu.
Mas elas serviriam, pois se transformariam em material orgânico e ajudariam o solo e outras plantas. Assim  como eu. Eu vou ajudar as pessoas, de certa forma, aquelas que forem realmente honestas. Aquelas que não são falsas. Aquelas que merecem. Só não sei como vou ajudá - las. Mas só sei que vou.
Aquelas folhas me transmitiam uma sensação de paz eterna, pois faziam um barulho que me acalmava.
Ouço um barulho peculiar.
Um rosnado.
Ignoro. Só pode ser minha mente que está fazendo este tipo de brincadeira comigo. Mas fico alerta.
Outro rosnado.
Minha mente funciona. Meu coração dispara. Estou alerta. É este o meu fim. Vou morrer. Quero viver.
Um terceiro rosnado ecoa pelos meus ouvidos e meu corpo se arrepia.
Pego uma faca que trouxe comigo pra me defender.
Coloco - a em uma posição que facilitará meu ataque contra algo que nem faço ideia do que realmente é. Minhas mãos estão trêmulas. Minhas pernas estão completamente inúteis, pois estão bambas.
Olho para trás.
Nada interessante entra no meu campo de visão.
O quarto rosnado.
Estremeço.
Olhos azuis aparecem no escuro. Olhos de lobo. Olhos perigosos.
Meu fim."